"Vivemos em um tempo onde a fé, raiz de todas as virtudes cristãs diminui nas almas, a caridade esfria, as novas gerações distanciam-se diariamente da moral, a Igreja de Cristo é atacada por todos os lados aberta e veladamente. (...) Em circunstâncias de tantos problemas, as soluções humanas são insuficientes e se torna necessário como único recurso pedir a assitência do poder divino”(1).


Diante de tais dificuldades, o Papa Leão XII, na Encíclica Quamquam Pluries (1889), nos convida a suplicar:

À assistência divina;
À Bem Aventurada Virgem Maria;
Junto à virgem, seu esposo São José, proclamado por Pio IX patrono da Igreja Universal.

José, esposo de Maria e pai putativo de Jesus, destas fontes recebe sua dignidade, sua santidade e sua glória.

A Dignidade de Maria está acima de qualquer coisa criada. José, esposo de Maria, unido a ela pelos laços do matrimônio (mais íntimas das uniões e que estabelece entre os cônjuges uma comunhão de bens) foi o que mais se aproximou da eminente dignidade da virgem.
Deus quis dar José como esposo à Virgem, e deu-lo não apenas como companheiro na vida, testemunha da sua virgindade e garantia da sua honestidade, mas também para que ele participasse, mediante o pacto conjugal, na sua excelsa grandeza. Grande foi a dignidade de José por ter sido o Guardião do Filho de Deus.

João Paulo II, na Exortação Apostólica Redemptoris Custos (1989) reafirma Leão XIII e Pio IX e medita a figura de São José testemunhada nos Evangelhos. Atesta que José era real esposo de Maria (em sua época o matrimônio se dava em dois momentos: o matrimônio legal – verdadeiro matrimônio – e em seguida, quando o esposo levava sua esposa para casa. Antes de viverem juntos, José já era esposo de Maria.

São Mateus narra (Mt 1,20) a “anunciação” de São José, onde o mensageiro divino introduz José no mistério da maternidade de Maria: “Não temas, diz, receber contigo Maria, tua esposa, pois o que nela se gerou é obra do Espírito Santo.” E no versículo 24 temos o testemunho do “fiat” de José que “... fez como o anjo do Senhor lhe ordenara”. E este primeiro “fez” tornou-se o princípio da “caminhada de José”. Ao longo desta caminhada, os Evangelhos não registram palavra alguma que ele tenha dito. Mas esse silêncio de José tem uma especial eloquência: graças a tal atitude, pode captar-se perfeitamente a verdade contida no juízo que dele nos dá o Evangelho: o “justo” (Mt 1, 19).

Acompanhamos, então o peregrinar do casal Maria e José junto ao sei divino Filho no nascimento, na circuncisão, na imposição do nome (onde José exerce seu direito de Pai de Jesus – segundo se acreditava), na fuga para o Egito, na Perda e no encontro do Menino Jesus no Templo (onde Maria declara a realidade da paternidade de José: “....Olha que teu pai e eu andávamos aflitos à tua procura” - Lc 2, 48); a educação em Nazaré. A caminhada de Maria deverá seguir mais adiante, passando pela cruz, ressurreição e pentecostes. A peregrinação de José, porém, termina antes... mas seu caminho seguiu a mesma direção.
Jesus é o primogênito dos Cristãos, que foram adotados como irmãos. Agora, a casa divina que José guardou com autoridade de pai, contém em seus limites a Santa Igreja.

São José:

- modelo de pai de Família no serviço solícito aos familiares;
- modelo de esposo na fidelidade e no amor;
- celibatários encontram nele modelo e protetor da integridade consagrada;
- trabalhadores podem se modelar em José que, sendo de sangue real, trabalhou na sua vida para garantir o sustento da Sagrada Família (exemplo de toda família cristã).

José é modelo perfeito de homem que vive a castidade (virtude da pureza que busca viver de maneira ordenada seu estado de vida) e de vida celibatária (daquele que escolhe não contrair núpcias para a vida consagrada, sublimando a sua sexualidade ).

Vamos à José, convidam os santos padres, vamos à José, recorramos ao nosso patriarca para que ele venha defender a sua família em suas necessidades, como fizera antes à Sagrada Família de Nazaré.